Mas passando à frente desse detalhe bastante óbvio para qualquer pessoa que saiba um mínimo sobre a Holanda, acordei na minha primeira manhã na Holanda com chuva a bater nas persianas. Pareceu-me impossível, com o tempo paradisíaco que tinha estado na noite anterior... Depois de acordar na manhã do meu segundo dia, tomei um pequeno-almoço que o meu anfitrião me disse ser bastante típico. Então, ele pegou em duas fatias de pão, barrou-as com margarina, e pôs raspas de chocolate em cima. Eu fiz um olhar suspeito ao observar o "pitéu", e provei-o mais por cortesia do que por me apetecer. Mas, espantosamente, aquela espécie de sanduíche era deliciosa! Vá-se lá perceber... 
Bem, depois da comidinha, fomos a pé passear pela cidade de Zeist, cujo monumento mais importante é Slot Zeist, isto é, Casa Zeist. É um palácio lindo, rodeado por uns jardins verdíssimos (ou não estivesse eu na Holanda) e por um riacho que percorre toda a cidade num canal certinho. Fomos até à paragem de autocarros e apanhámos um com direcção a Utrecht, que fica a 11 km de Zeist. Este foi o trajecto percorrido:
Passeámos pela cidade, vimos a universidade de Utrecht (a melhor da Holanda) e uma data de edifícios lindos (foi ao tentar tirar fotografias a estes edifícios que descobri que me tinha esquecido da bateria da máquina em Lisboa) e seguimos para o Centraal Museum Utrecht, onde vi um candeeiro feito de tampões, um monte de café em pó no chão e um barco com 1000 anos, entre muitas outras coisas. Quando saímos do museu, começou a chover bastante e eu, ao passar numas pedras polidas e íngremes, caí e espetei-me ao comprido no chão de uma das mais antigas e prestigiadas cidades dos Países Baixos. Devo dizer que me senti honrada! Fomos a um centro comercial para escapar à chuva, mas ficámos lá pouco tempo. Comprámos outra típica refeição holandesa (batatas fritas com maionese) e foi esse o nosso almoço. Como a chuva cont
inuava a ficar mais forte e nós, inteligentes criaturas, nos esquecemos dos guarda-chuvas, tomámos abrigo no Catharijne Convent. Quem ler isto a seco, parece que fomos pedir sopa quente e roupa seca às freiras, mas limitámo-nos a ficar à porta a ver chover.Depois deste dia atribulado pelas ruas de Zeist e Utrecht, voltámos para casa, tomámos um duche de água quente, vestimos os pijaminhas e vimos o filme espanhol "El Orfanato". Assustador, sim, mas por muito medo que o filme metesse, não me impediu de dormir descansada da vida até às 9 horas do dia seguinte (já mencionei que para o pessoal das Netherlands levantar-se depois das 10 horas é considerado um desperdício de vida? Foi um choque duro, mas tive de aguentar-me à bronca. Afinal, para se ver um país numa semana é preciso deitar tarde e cedo erguer.) O dia seguinte foi outro dia, e como tal será descrito ao pormenor noutro post!
Peace out!

4 comentários:
Mas que grande aventura!
E continuará para a parte 3?
Gostei do que escreveste, muito intelectual.
Bom post!
Beijinhos
continuará possivelmente até no mínimo à parte 4 e no máximo à parte 7! hehe sou adepta do detalhe
A forma como tu relatas tudo fascina-me, apesar de continuar a dizer: nada bate Itália!
Gostei, Maggie... parece me que foi mesmo fixe hein?
Mas nada bate Praga :D
Beijitos*
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